Ambientalista é espancada após denunciar rodeio clandestino no Planalto Ayrton Senna Após denunciar o espaço que funcionava de forma clandestina, a ambientalista foi espancada e o local interditado pela polícia

03/05/2016 - 11h15 - Redação Web - TV Diário
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Um rodeio que funcionava de forma clandestina no Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza, foi fechado na noite dessa segunda-feira (02). A  denúncia foi feita por uma ambientalista à Sociedade Protetora dos Animais que foi ao local com apoio da Polícia Militar.
 
O espaço funcionava na rua Paranaí e, mesmo em plena segunda-feira, atraia um bom público para assistir a competições de homens sobre touros e cavalos. A Sociedade Protetora dos Animais recebeu a denúncia de uma ambientalista de que um rodeio clandestino estaria funcionando no local.
 
"Fomos informados por uma senhora que estava assistindo ao rodeio e, ao ver cenas chocantes, entrou em contato com a nossa equipe. E após entrar em contato com a nossa equipe, ela foi brutalmente espancada. Inclusive, estamos com a guia do exame de corpo e delito", disse um policial. 
 
A autora da denúncia confirma a agressão no último sábado (30) e ressalta que é contra apenas ao uso dos bichos. "Fui agredida sim. Quebrei o microfone do locutor sim. Fui ao IML sim. Minha cabeça ainda dói. Tudo isso, para tentar dizer que eles continuassem a festa, mas que, pelo amor de deus, esqueçam de colocar os animais", informou a ambientalista Adriana Fidelino. 
 
Segundo a representante da Sociedade Protetora dos Animais, a realização de rodeios é proibida em Fortaleza, de acordo com uma lei de 2014, que caracteriza a ção como maus tratos. "O proprietário não apresenta documentação nenhuma. O local também não tem estrutura nenhuma, altamente clandestino. Isso eu confirmo", disse o policial que atendeu à ocorrência. 
 
O responsável pelo rodeio ainda lamentou a proibição. "Eu estou com o rodeio lotado. O que eu vou fazer para devolver o dinheiro desse povo? Eu sou trabalhador, eu trabalho para ganhar a minha vida. Se eu deixar de fazer isso daqui, como eu vou fazer para ganhar a vida?", questionou. 
 
A Polícia Militar apoiou a interdição e após uma longa conversa, o público teve que deixar o local reservado para rodeios e o dono do local vai responder pelo crime. 

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