Estudantes cearenses trabalham na fabricação de proteína que mata larvas do mosquito da dengue A expectativa dos jovens é conseguir investimentos para continuar as pesquisas e promover a execução do trabalho

09/03/2017 - 15h29 - Redação Web - TV Diário
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Um grupo de alunos da Universidade Federal do Ceará trabalha num projeto de fabricação de uma proteína para combater as larvas responsáveis pelo mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão da dengue, Zika e Chikungunya. Só em 2017, a dengue já passou de 5.500 casos, enquanto a Zika teve 150 casos suspeitos.
 
Os estudantes pretendem apresentar o projeto durante uma competição internacional de biotecnologia. O grupo conta com 16 alunos orientados por um professor. Eles tentam produzir uma proteína tóxica ao mosquito por meio de uma microalga. "Envolve o cultivo e a transformação genética dessas microalgas, fazendo com que elas produzam uma proteína que é tóxica somente ao mosquito em sua fase larval", explicou o professor André Luiz Coelho.
 
Segundo um dos alunos, a experiência começou pelo interesse dos alunos em uma competição internacional que, devido à falta de recursos, não foi possível. A turma mudou, mas o desejo persiste. "Um grupo de amigos se reuniu pensando em participar dessa competição, chamada iGEM, nos Estados Unidos. Nós tínhamos que resolver uma problemática social", afirmou Wallady Barroso. 
 
Wallady falou um pouco sobre o funcionamento do processo. "Se nós conseguirmos fazer com que essa microalga produza a proteína e libere no corpo da água, imediatamente quando o ovo da larva eclodir, ela seria morta e pararia o ciclo de reprodução do inseto".
 
A modificação genética está em fase de criação. A expectativa é conseguir investimentos para continuar as pesquisas e promover a execução do trabalho. "Estamos procurando patrocinadores e também vamos entrar com uma campanha de financiamento coletivo para a população poder ajudar efetivamento do projeto. Para a inscrição na competição, nós precisamos de em torno de 5 mil dólares até abril", contou Wallady.
 
O professor André explicou, no entanto, que ainda é preciso cautela, pois, caso a modificação da microalga tenha sucesso, ainda existem uma série de etapas até que a produção comercial possa ser autorizada. "A gente tem que levantar a pergunta se isso não causa impacto em outro tipo de biodiversidade e se isso vai causar um desequilíbrio", finalizou.

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