Ações marcam Dia Internacional de Combate à Homofobia em Fortaleza; veja programação Neste dia a OMS retirou a homossexualidade do quadro de doenças, passando a considerá-la uma forma de expressão saudável da sexualidade humana

17/05/2017 - 13h03
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Neste dia a OMS retirou a homossexualidade do quadro de doenças, passando a considerá-la uma forma d

Nos primeiros cinco meses de 2017, 117 pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) foram assassinadas no Brasil devido à discriminação pela orientação sexual. A informação é da mais antiga ONG de cidadania LGBT no País, o Grupo Gay da Bahia (GGB). E  diante desse cenário a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado do Ceará organizaram uma programação especial alusiva ao Dia Internacional ao Combate a Homofobia nesta quarta-feira (17).

O Paço Municipal recebe, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, Desenvolvimento Social e Combate à Fome (SDHDS), o seminário Políticas Públicas para a População LGBT de Fortaleza, às 14 horas. Na noite desta quarta-feira (17) ainda acontece o Ato Show em homenagem à data na Praça da Gentilândia, que recebe também a Feira Empreendedora LGBT, ambos a partir das 18 horas. 

O Cineteatro São Luiz recebe, às 19 horas, o espetáculo ‘Trans-Ohno’, com o Coletivo Artístico As Travestidas, também em uma programação especial em alusão ao Dia Internacional contra a Homofobia.

Data

Nesta data a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do quadro de doenças e patologias, passando a considerá-la uma forma de expressão saudável da sexualidade humana. No Brasil, a data passou a ser celebrada a partir de 2010, quando foi instituída por meio de decreto Presidencial.

Em todos os estados, a população LGBT aproveita a data para celebrar a conquista e desenvolver diversas programações voltadas ao combate à LGBTfobia e erradicação de preconceitos em razão da orientação sexual e ou identidade de gênero.

Mortes

Segundo o Relatório de Assassinatos LGBT no Brasil, de autoria do Grupo Gay da Bahia (GGB), o Ceará ocupa a 6ª posição no ranking do Estados que mais matam LGBTs no País. No ano passado foram registrados 343 homicídios desse tipo no território nacional, caracterizando o Brasil como o campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais. “Matam-se mais homossexuais aqui do que nos 13 países do Oriente e África, onde há pena de morte contra os LGBT”, revelou o estudo. 

A pesquisa aponta ainda que 31% das mortes foram praticadas com armas de fogo e 27% com armas brancas. Foram também considerados atos como enforcamentos, pauladas, apedrejamento, além de crimes cometidos envolvendo torturas, queima de corpos, etc.

Caso Dandara 

No dia 15 de fevereiro deste ano a travesti Dandara dos Santos, de 42 anos, foi agredida até a morte no bairro Bom Jardim. O caso ganhou repercussão nacional após um vídeo de um trecho do espancamento da vítima, feito pelos próprios suspeitos, viralizar nas redes sociais. A violência e crueldade do crime gerou comoção nacional e motivou a criação de políticas estaduais de combate a LGBTfobia.  

Serviço

Seminário sobre Políticas Públicas para a População LGBT de Fortaleza: proteção, promoção, garantia e defesa de direitos humanos
Data: 17 de maio
Hora: 14h
Local: Paço Municipal

Ato Show e Feira Empreendedora LGBT
Data: 17 de maio
Hora: 18h
Local: Praça da Gentilândia

Trans-Ohno
Data: 17 de maio
Hora: 19h
Local: Cineteatro São Luiz
Entrada: R$10 (inteira), R$5 (meia)
Classificação: 16 anos

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