Memória do Nordeste

Museu reúne a história da industrialização no Ceará Criado pela Fiec e o Sesi, o acervo do Museu da Indústria do Ceará se utiliza de uma tecnologia inédita no Nordeste

24/09/2014 - 22h48 - Redação Web - TV Diário
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Toda a história da industrialização cearense está no Museu da Indústria do Ceará, criado pela Federação da Indústria do Ceará (Fiec) e o Serviço Social da Indústria (Sesi). O espaço é utilizado para conhecer e entender o processo de industrialização no nosso estado e pensar no futuro.
 
O desenvolvimento do Ceará está diretamente ligado a industrialização, processo que se percebe desde o período da colonização com as práticas artesanais indígenas. Os índios confeccionavam suas redes e produziam alimentos a partir da matéria-prima retirada da natureza.
 
Mas os primeiros indícios do processo industrial de fato são percebidos no início do século XVIII, quando a partir da pecuária se faz surgir a indústria da carne seca, conhecida como charqueadas, junto com a indústria do couro. Outra atividade que contribuiu para o processo de industrialização foi o plantio da cana-de-açúcar. O estado produzia, além do próprio açúcar, a rapadura e a aguardente.  
 
No final do século XVIII, período da Revolução Industrial na Inglaterra, outra atividade começou a se desenvolver no Ceará: a lavoura de algodão, o nosso "ouro branco". A atividade foi crescendo dos teares artesanais e máquinas foram surgindo até que se deu o início da indústria têxtil no estado, forte até hoje.
 
Prédio
 
O museu funciona no centro de Fortaleza, no número 143 da Rua João Moreira, esquina com Floriano Peixoto, em frente ao Passeio Público. O antigo prédio do século XIX foi restaurado para dar espaço à coleção. 
 
Tombado pelo patrimônio pelo Estado, foi projetado pelo arquiteto Adolfo Hebster para ser sede do primeiro Clube Social de Fortaleza, mas teve ocupações bem diferentes ao longo dos anos.
 
Acervo
 
O material exposto, em sua maioria, está em constante transformação. A tecnologia usada na exibição é inédita no Nordeste. Em todo o Brasil, só o Museu da Língua Portuguesa e o do Futebol, os dois em São Paulo, utilizam essa técnica.
 
Com a formação de grupos de pesquisa, a ideia é fazer novas exposições sobre diferente assuntos ligados à indústria.

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