Hackers atacam pelo menos 74 países, entre eles o Brasil; Fortaleza também registrou prejuízos Especialista afirma que alvos em potencial são empresas, e não computadores pessoais; Confira o vídeo

13/05/2017 - 12h12
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Hackers atacam pelo menos 74 países, entre eles o Brasil; Fortaleza também registrou prejuízos
De acordo com Vasco Furtado, diretor de Pesquisa e Inovação da Unifor, os hackers costumam usar truques para não deixar rastros, dificultando a localização dos culpados pelos ataques (Foto: Reprodução)
Ciberataques de grande escala afetaram empresas e outras instituições de pelo menos 74 países, entre eles o Brasil, de acordo com a empresa de segurança digital Kaspersky desde o início da última sexta-feira (12). A empresa Avast diz que foram 99 países atingidos. A Kaspersky registrou mais de 45 mil casos dos ataques.
 
Especialista afirma que alvos em potencial são empresas, e não computadores pessoais; Confira o vídeo
 
Várias empresas sediadas em Fortaleza também foram indicadas a desligar todas as suas máquinas para evitar a contaminação digital através do vírus do tipo ransomware, registrando prejuízos de grande porte. Os primeiros relatos do ataque envolviam computadores do sistema de saúde público britânico. O segundo grande caso reportado foram máquinas de funcionários da Telefônica na Espanha. Os ataques chegaram ao Brasil no início da tarde, quando os sites do Tribunal de Justiça e do Ministério Público de São Paulo foram tirados do ar. Funcionários da Vivo, empresa da Telefônica no Brasil, também foram orientados a desligar seus computadores.
 
De acordo com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, "o ataque também ocorreu no Brasil em grande quantidade por meio de e-mails com arquivos infectados". Sistemas de internet do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o Brasil foram desligados após sofrerem ataque, e foram confirmados incidentes pontuais em estações de trabalho de servidores. A Petrobras também adotou medidas preventivas para "garantir a integridade da rede e seus dados". Funcionários do Itamaraty e do IBGE também ficaram de braços cruzados diante da necessidade de desligarem seus computadores devido às ameaças.
 
Como o vírus atua?
 
O vírus que está atingindo várias empresas e instituições do mundo é do tipo ransomware, caracterizado por ser um vírus de resgate. Ele embaralha os arquivos do computador, impedindo seu funcionamento normal. Para restaurar os arquivos e recuperar o sistema, a vítima precisa fazer um pagamento. Imagens do vírus indicam que a praga está pedindo US$ 300 (cerca de R$ 950, mas os valores têm variado) para serem pagos pela criptomoeda anônima Bitcoin até uma data limite. Não há, porém, nenhuma garantia de que o pagamento do resgate de fato desbloqueie o computador.

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