Geovana Cartaxo defende redução da jornada de trabalho para 40 horas

25/09/2014 - 13h29 - Redação Web - TV Diário
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geovana cartaxo
Geovana afirma ser contra a legalização do aborto. "Sou sempre a favor da vida" (Foto: Priscila Ipirajá)
Dando continuidade às entrevistas com os candidatos ao Senado, o Jornal do Meio Dia recebeu, nesta quinta-feira (25), Geovana Cartaxo (PSB).
 
Durante a apresentação de suas propostas, Geovana esclareceu a proposta de seu partido quanto à atualização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que tem sido usada como argumento por adversários.
 
Geovana Cartaxo explicou que não haverá mudança em direitos adquiridos por trabalhadores. Ela afirmou que a ideia é definir situações ainda sem regulamentação, como pessoas que trabalham à distância e profissionais terceirizados. "Não existe a possibilidade de retrocesso", pontuou Geovana, que também sugere a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
 
Agronegócio x meio ambiente
 
Durante a entrevista, a candidata também esclareceu que não há divergência de interesses entre a produtores do agronegócio - importante setor econômico do Estado - e defensores das questões ambientais.
 
Geovana Cartaxo alegou que, ao contrário, existe confluência. "A gente tem que acabar é com a economia que vive ciclos de exaustão, como o da lagosta. O Brasil é o país que pode demonstrar e oferecer essa qualidade ambiental, pois temos uma diversidade muito grande de florestas e animais", defendeu. 
 
A candidata do PSB ainda defendeu investimentos na chamada "energia limpa", que possui impacto ambiental inferior ao das termelétricas.
 
"O que eu defendo não é a proibição de termelétrica. É um investimento, que nós não temos no Brasil, maior na nossa potencialidade que é energia eólica e energia solar. Não faz sentido nós termos uma matriz energética que o carvão é importado (...), mais caro e poluente".
 
Aborto e maconha
 
Em suas propostas, Geovana afirma ser contra a legalização do aborto. "Sou sempre a favor da vida", salientou a candidata, que aponta a educação, planejamento familiar e o favorecimento de programas de adoção como caminhos para evitar a gravidez indesejada e o aborto.
 
A candidata também revelou sua preocupação com o que ela considera "uma certa apologia" ao consumo da maconha. Geovana Cartaxo afirmou ser contra, mas não descartou a importância de se discutir e pensar em saídas que não incluam apenas a criminalização da maconha.
 
Ela lembrou o caso de países como Holanda e Portugal, onde a legalização de certas drogas não levou ao aumento do consumo. "O combate, só criminalizando, não tem surtido efeito".

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