Motorista da Uber é assassinado com 12 tiros na cabeça; Polícia investiga motivação A vítima tinha passagens por formação de quadrilha, homicídio e porte ilegal de arma

13/09/2017 - 15h36
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Um motorista da Uber foi assassinado ao ser chamado para uma 'corrida' na noite dessa terça-feira (12) em Maracanaú. Marlon John Barbosa de Oliveira, de 32 anos, foi morto com 12 tiros de pistola .40, todos na cabeça.
 
O caso aconteceu na Rua São Jerônimo, no bairro Bandeirantes. Uma mulher identificada como Letícia Maria Lopes de Castro, de 21 anos, teria sido a passageira que levou o motorista até o local. Chegando no destino, a vítima foi surpreendida por dois homens que desceram de um carro não identificado já atirando. Letícia foi detida para averiguação, enquanto outras duas pessoas que também estavam no veículo fugiram. "Esse rapaz veio deixar uma senhora com mais dois amigos. Ele estacionou e de repente houve os disparos. Foram 12 tiros de .40 só na cabeça dele. Tem massa encefálica em todo o veículo", relatou o sargento Lobo.
 
Segundo familiares, o homem não vinha recebendo ameaças, mas logo após o crime, sua casa foi invadida e revirada. "Invadiram a casa dele e conseguiram levar um bocado de objetos, que ainda não identificamos, mas uma viatura foi para lá verificar isso aí", disse o sargento.
 
Marlon respondia por formação de quadrilha, homicídio, porte ilegal de arma e tinha envolvimento com 'cartãozeiros'. Ele já havia sido preso. "Passou 15 dias preso, saiu na audiência de custódia e esse foi o destino dele", afirmou o delegado Vagner Jorge.
 
Segundo o delegado, Letícia informou o nome de um homem que pode estar envolvido no crime. "Ela deu o nome de um elemento chamado Rodolfo Rodrigues. Não se sabe se é verdade, mas a gente entrou em contato com as outras viaturas da área, que foram até o local para ver se ele realmente morava lá", contou o delegado.
 
Vágner Jorge afirma que a Polícia trabalha com duas vertentes de investigação: crime passional ou vingança. "Pelas características foi uma execução. Ele tinha envolvimento como esse pessoal chamado 'cartãozeiro', e hoje, por alguma dívida, ele foi chamado até o 'cheiro do queijo' pela menina".
 
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social informou que na casa da vítima havia vestígios de papel queimado no quintal e um computador foi levado. A Polícia Civil realiza diligências com o intuito de identificar a e capturar os suspeitos. As investigações ficaram a cargo do 29º Distrito Policial.
 
A assessoria do aplicativo Uber informou que Marlon era motorista parceiro, mas o crime aconteceu fora da plataforma. Todos os motoristas parceiros passam por uma verificação de segurança antes de ter acesso. O aplicativo afirmou que o caso está sendo investigado internamente para entenderem melhor o que aconteceu.

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