Homicídios sobem 86% em julho no Ceará; é o pior índice desde 2013

12/08/2017 - 16h55
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Os números da violência continuam subindo no Ceará mesmo com diversos investimentos feitos na abertura de novas delegacias vinculadas à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e no reforço policial nas ruas do Ceará
 
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) registrou, no mês de julho deste ano, um aumento de 86,3% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) - que abrangem homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte -, em comparação a igual período do ano passado.
 
Em números absolutos, 475 pessoas morreram no Estado no último mês. Em 2016, foram 255 ocorrências. O índice alcançado no mês de julho deste ano é o pior desde 2013, quando a SSPDS implementou a contagem dos CVLIs. 
 
Na última sexta-feira (10), durante reunião de monitoramento do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), na sede da SSPDS, a Pasta revelou ainda que a Região Metropolitana de Fortaleza teve o maior número de mortes no último mês. Os municípios adjacentes que compõem a Grande Fortaleza somaram 135 mortes, um acréscimo de 164,7% em relação a julho de 2016, quando foram registrados 51 casos.
 
Com 184 CVLIs anotados no mês, a Capital apresentou variação de 114%, quando comparada aos 86 crimes do ano passado. Ao mesmo tempo, a violência também fez mais vítimas no Interior Norte, que calculou um incremento de 71,7% de ocorrências, passando de 53 homicídios para 91 casos.
 
A única região a não apresentar aumento de CVLIs foi o Interior Sul, com 65 mortes violentas registradas tanto em julho do ano vigente, quanto em igual período de 2016. No acumulado do ano, entre janeiro e julho, 2.774 pessoas foram mortas, o que representa um crescimento de 38,8% em relação a igual período de 2016, que somou 1.998 mortes. Fortaleza lidera o ranking, com 1.080 ocorrências, contra 591 registradas no ano passado, um aumento de 82,7%.
 
Para o titular da SSPDS, André Costa, o aumento dos índices pode ser justificado pela ausência de um Plano Nacional de Segurança e o avanço das facções criminosas. "É um contexto nacional. A gente percebe desde o início do ano em vários estados do Brasil que houve um recrudescimento e uma crise no sistema penitenciário, que tem refletido nas ruas, inclusive no Ceará".
 
Roubos
 
Com 5.673 casos no Estado, os registros de Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) 1 - roubo a pessoa, roubo de documentos - de julho deste ano superaram, em 23,3%, o total registrado em igual período de 2016, quando 4.602 Boletins de Ocorrência (B.O.), por tais crimes, foram registrados.
 
Já os Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) 2 - roubo de carga, roubo à residência, roubo de veículo - cresceram 23,5%. Em julho deste ano, foram 1.105 ocorrências, contra 895 roubos registrados pela SSPDS, em julho do ano passado.
 
Ainda conforme o secretário André Costa, a Pasta está firmando um convênio com a Polícia Federal (PF) para a inclusão de 800 câmeras de monitoramento nas vias cearenses, capazes de identificar placas de veículos roubados, para combater o aumento das ocorrências

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