Homem confessa assassinato da menina Débora Lohany e diz que foi motivado por vingança O material genético do suspeito foi enviado para a Perícia para comparação com vestígios encontrados no corpo da menina

18/04/2017 - 12h22
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A Secretaria de Segurança Píblica e Defesa Social (SSPDS) divulgou detalhes das investigações que levaram à prisão de Walderir Batista dos Santos, de 39 anos, suspeito de raptar e matar a menina Débora Lohany de Oliveira, de 4 anos, na noite do último dia 27 de março. O homem confessou o crime, mas só depois da comparação do seu DNA com vestígios encontrados no corpo da menina é que será possível afirmar com certeza de que ele é o culpado.
 
O material genético de Walderir foi enviado para a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) na noite da última segunda-feira (17). Para o titular da SSPDS, André Costa, o resultado do exame pericial será de extrema importância para as investigações da Polícia Civil. O secretário lembra que já na escolta de Parnaíba (onde ele foi capturado) até Fortaleza, o suspeito confessou e detalhou friamente o homicídio da criança.
 
"Ele relatou detalhes do acontecido, mas não podemos nos satisfazer legalmente com essa confissão. O trabalho da Polícia Civil e da Perícia Forense é trazer provas de que ele realmente matou. Só assim garantiremos uma futura condenação penal e o afastamento dele da sociedade", disse.
 
Investigação
 
O delegado Renê Andrade, diretor do Departamento de Inteligência Policial (DIP), revelou que, durante o depoimento, o suspeito ressaltou que a motivação do homicídio da pequena Débora Lohany foi vingança. Walderir disse que atuava como flanelinha no bairro Aerolândia, onde a menina morava e foi raptada.
 
Horas antes do rapto, sob efeito de drogas, o suspeito se envolveu em uma briga com outro flanelinha, nas proximidades da Avenida Desembargador Moreira. Após ter lesionado gravemente o desafeto, Walderir se deslocou até a 'Favela do Padre Cícero' e tentou agarrar uma criança. "Por volta das 13h ele tentou beijar essa menina e lá foi rechaçado e agredido pela população. Em razão desse fato, afirmou para os moradores da área que aquilo não ficaria dessa forma e jurou voltar ao local. Revoltado com os espancamentos que havia sofrido, voltou e pegou a Débora", disse Andrade.
 
"Walderir era morador de rua. Tivemos que entrevistar pessoas que o conheciam dos semáforos. Algumas suspeitavam que o desaparecimento dele tivesse relacionado ao da criança. Saímos na caça. Fomos para várias favelas de Fortaleza. Até que tivemos a informação que ele tinha familiares no Piauí. De lá ele já ia se evadir para outro Estado próximo", disse Renê Andrade.
 
O suspeito do crime foi encontrado na última quinta-feira (13), no Bairro São José, em Parnaíba, no Estado do Piauí. Mesmo com 17 dias após o ato, Walderir foi detido em flagrante pelas autoridades que consideraram haver fundamentos suficientes para a realização do procedimento.
 
O diretor da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa, Leonardo Barreto, lembrou que Walderir Batista já tinha antecedentes criminais. Em seu histórico há passagens por roubo, dois homicídios, lesão corporal e ameaça. "Daí a colocação de fazer logo a retirada desse indivíduo da sociedade", acrescentou Barreto. Por ter sido hostilizado pelos outros presos, o suspeito se encontra isolado em uma cela.

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