Superlotação faz Maternidade Escola Assis Chateaubriand dispensar novas pacientes O atendimento na emergência está restrito a pacientes de ginecologia e a grávidas de até 20 semanas de gestação

17/04/2017 - 14h30 - Redação Web - TV Diário
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A Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac) vem enfrentando problemas de superlotação e voltou a dispensar pacientes por falta de vagas. A recomendação é que as grávidas procurem outros hospitais.
 
A Meac abriga 72 bebês internados nos setores de alto e médio risco neonatais, onde a capacidade é apenas para 51. A situação preocupa a mãe Manuela de Oliveira, que perdeu um de seus gêmeos no parto, enquanto o outro segue internado no local. "A gente sabe que está na mão de profissionais, que cuidam bem, zelam pelo ambiente, mas com a demanda demais não tem onde colocar (a criança)".
 
O excesso de pacientes é um grave risco à saúde de cada bebê, já que aumenta a possibilidade de uma infecção. "Colocar mais crianças nessas unidades vai ser um risco para as que estão aqui nesse momento e para as que vão nascer nessas condições também" afirmou o gerente de Atenção à Saúde da MEAC, Carlos Augusto.
 
Outro problema grave gerado pela superlotação é a falta de pontos de oxigênio. Atualmente não há nenhum extra caso os bebês das gestantes que já estão internadas na MEAC precisem. "Se uma criança vier a nascer nesse momento, ela vai ter que ser colocada em oxigenação pelos próprios profissionais. Ou seja, o próprio profissional vai ter que ficar dando oxigênio para essa criança até que a gente tenha um ponto disponível", explicou Carlos.
 
A falta de pontos de oxigênio já levou ao adiamento de duas cirurgias de bebês que nasceram com má formação neurológica. O hospital está em contato com outras maternidades para realizar transferências.
 
O atendimento na emergência está restrito a pacientes de ginecologia e a grávidas de até 20 semanas de gestação. "Todas as mães que tem o risco de terem seus neném admitidos em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal ou de Cuidados Intermediários Neonatais, principalmente aquelas cujos nenéns vão nascer prematuros ou aqueles cujos nenéns já têm algum grau de má formação, não deveriam vir para a Maternidade Escola e deveriam priorizar outras instituições de saúde que possam dar o atendimento mais adequado neste momento", aconselhou Carlos Augusto.

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