50 anos de carreira: Tom Barros conta sua trajetória de vida em entrevista exclusiva

28/12/2015 - 19h41 - Redação Web - TV Diário
a- a+


Começo da carreira, momentos marcantes, futebol cearense e a relação com a família. No ano em que completa 50 anos de carreira, Francisco Antônio de Paula Barros, o Tom Barros, deu uma entrevista exclusiva à nossa equipe e contou tudo isso e muito mais. A gente separou para você os melhores momentos do bate-papo com ele aqui. E você ainda pode, é claro, assistir à entrevista na íntegra no vídeo.
 
 
Do futebol regional à Copa do Mundo, você já narrou de tudo. Quais você considera os momentos mais marcantes da sua carreira na narração?
 
Tom - "Uma partida que mais mexeu comigo, talvez até porque, pela primeira vez como locutor esportivo, eu tive a oportunidade de transmitir um espetáculo de decisão, que, na época, era uma coisa extraordinária. Ceará e Clube do Remo decidindo a final do nordestão de 1969. Ceará precisava ganhar o jogo, estava perdendo por 2 a 0 e virou para 3 a 2 no último minuto da partida. Talvez digam, 'poxa, Ceará e Remo?', mas estou falando no contexto. Na época representou muito para mim. E, é claro, uma final de Copa do Mundo. A Copa de 1994, quando o Brasil trouxe o tetracampeonato. Esses momentos ficaram bem assinalados na minha vida profissional".
 
Alguma vez você foi pego desprevenido em cima da hora e teve que se virar?
 
Tom - "Acontece bastante. Recentemente, na Copa de 2014, o Gomes Farias estava narrando um jogo do Brasil de Brasília, eu acho, e eu estava acompanhando da rádio aqui em Fortaleza. De repente, houve uma falha e a rádio saiu do ar. Quando eu percebi, peguei o microfone e comecei a narrar o jogo. Resultado: narrei um gol do Neymar. E o Farias pensando que quem estava narrando era ele".
 
Atualmente o futebol cearense passa por um momento difícil. Fortaleza há 7 anos na Série C, Ceará quase caiu esse ano. Nos seus 50 anos de carreira, você chegou a ver os tempos áureos do futebol cearense. O que você considera que foi o melhor momento dos times daqui e o que você pensa do momento atual?
 
Tom -  "O Campeonato Brasileiro quando foi criado, na década de 70, a participação era feita por convites. Resultado: eu transmiti jogos com três times cearenses na Série A, Fortaleza, Ceará e Ferroviário. Quando o campeonato passou a ser não de convites, mas de classificação, nós perdemos os times na Série A e só voltaríamos a ter em 2003, quando o Fortaleza subiu. Depois o Ceará também conseguiu o acesso, então esses foram bons momentos do nosso futebol. Hoje, estamos em um momento de transição, um momento perigoso. Porque se você fizer uma análise, ainda não há uma consistência para afirmar que os times poderão subir às divisões superiores. Espero que as lições de 2015 sirvam como uma correção de rumo".
 
Como sua família lida com o seu trabalho? Eles aceitam bem?
 
Tom - A família gosta do meu trabalho. Às vezes há uma reclamação natural, porque o tempo disponível não é o que os familiares queriam para aproveitar mais, mas eles sabem que eu tenho uma paixão pela minha carreira profissional. Então eu procuro, na medida do possível, marcar presença da melhor maneira. Ainda tem a minha paixão pela aviação, que eu tenho que encontrar tempo para colocar rádio, jornal, televisão e a aviação no meu tempo. Eu precisava de 26 horas por dia para contemplar melhor tudo isso".
 
Você se considera um profissional realizado ou ainda tem alguma meta que você espera atingir?
 
Tom - Eu acredito que o que eu realizei até hoje me traz uma satisfação profissional muito grande. Mas eu procuro, com o passar do tempo, encontrar um aperfeiçoamento ainda melhor em tudo que eu faço".
 
50 anos e contando? Nada de aposentadoria por enquanto?
 
Tom - Aposentadoria, por enquanto, não. Enquanto você produzir matérias de alto nível, você pode continuar no batente que haverá aceitação.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Famosos

Veja mais

Comentários